Prevenir a Gripe

Prevenir a GripeA gripe e a pneumonia são a sexta causa principal de morte nos Estados Unidos e a quinta causa principal de morte nos adultos com idade igualou superior a 65 anos. Nos anos 1990s, as mortes relacionadas com a gripe aumentaram cerca de 36.000 por ano. É óbvio que uma pandemia de gripe (uma epidemia a nível mundial) seria muito pior. Por exemplo, na pandemia de 1918-1919, calcula-se que tenham morrido em todo o mundo cerca de 21 milhões de pessoas, sendo 549.000 só nos Estados Unidos.

A taxa de letalidade por gripe começa a aumentar na idade média da vida e é mais elevada nas pessoas que têm problemas de saúde crónicos como doença pulmonar obstrutiva crónica, doença cardiovascular e diabetes mellitus, especialmente se forem mais idosas. Os mais idosos são os que têm uma taxa de letal idade mais elevada, correspondendo-Ihes cerca de 90% ou mais das mortes por gripe.

Todos os anos, em média, há cerca de 226.000 internamentos por problemas respiratórios e circulatórios relacionados com a gripe; este número aumenta para mais de 400.000 nalgumas epidemias. Durante a época da gripe, os internamentos aumentam devido a pneumonia, bronquite aguda, doença respiratória crónica e insuficiência cardiaca congestiva. Nas crianças entre os 0 e os 2 anos, Neuzil e colaboradores verificaram que a taxa de internamentos relacionados com gripe nos doentes de alto risco era de aproximadamente 800 a 1900 por 100.000; as taxas em crianças saudáveis foram de 186 a 1.038 por 100.000 entre os 0 e os 2 anos de idade e de 86 por 100.000 nos que tinham entre 3 e 4 anos. lzurieta e colaboradores encontraram taxas de 144 a 187 por 100.000 nas crianças entre o e 23 meses. As taxas de internamento são mais elevadas na idade pré-escolar, especialmente nos lactentes até 1 ano de idade nas pessoas de baixos rendimentos e nos idosos. Neuzil e colaboradores verificaram que, por cada 100 crianças, existia em média, por ano, uma taxa de 6 a 15 consultas e 3 a 9 ciclos de terapêutica com antibióticos que poderiam estar relacionados com a gripe.

As complicações da gripe são a pneumonia bacteriana secundária, agravamento de doenças respiratórias e cardíacas crónicas, sinusite, otite média, pneumonia viral primária (rara) e a síndrome de Reye, que é rara e está associada com o uso de salicilatos em crianças com infecção por influenza tipo A ou B. Baseado em dados do Tecumseh Community Health Study calcula-se que existam anualmente entre 13,8 a 16 milhões de doenças respiratórias relacionadas com a gripe em indivíduos com menos de 20 anos. Recentemente, têm vindo a notar-se cada vez mais complicações neurológicas da gripe em crianças, incluindo encefalopatia e morte.

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